A fotomicrografia por varrimento deve o nome ao facto de a imagem se formar após o objeto ter sido ‘varrido’ por eletrões. O retratado, neste caso, uma formiga, foi previamente banhado a ouro, no vácuo. Os eletrões, ao chocarem com a matéria são refletidos pelo ouro, e vão sensibilizar a película. Esta é depois revelada, obtendo-de assim um negativo da imagem a preto e branco.
Habituado à fotomacrografia, e aos pormenores e detalhes que essa técnica permite, com ampliações a rondar o tamanho real e cerca de cinco vezes maior que o real, (com o material que possuo) foi uma enorme e gratificante surpresa que entrei no mundo deslumbrante da fotomicrografia, do muito muito pequeno, com ampliações verdadeiramente notáveis.
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| Ampliação 35 X | Ampliação 100 X | Ampliação 200 X | Ampliação 500 X | Ampliação 5000 X |
Com um aumento de duzentas vezes (aumento referente ao filme, e não à imagem final, que foi ainda mais ampliada) é possível reconhecer o objeto fotografado, mas também já podemos descobrir pormenores nunca antes vistos. Confesso que nunca imaginei que uma formiga pudesse ser tão peluda!
Com uma ampliação de 500 vezes pode observar-se o olho composto da formiga, bem como uma parte da antena, e os pelos, os muitos e minúsculos pelos deste inseto
Quando se chega a uma ampliação de cinco mil vezes, já perdemos completamente a referência ao mundo conhecido. Tudo o que observamos é um complexo mundo de estruturas desconhecidas, fazendo-nos sonhar com outros mundos, ficção científica e fábulas fantásticas com criaturas estranhas.
Estas imagens foram realizadas com um microscópio eletrónico de varrimento, com o respetivo computador e uma câmara de médio formato. Agradeço à Drª Ana Cristina Figueiredo, da Faculdade de Ciências de Lisboa, co-autora das imagens.



