ESQUILO (Sciurus vulgaris)

De volta ao nosso país...

O Esquilo desapareceu do nosso país no século XVI, para voltar a surgir no final do século XX. Hoje está em expansão, mas não é fácil de ver, embora em parques de cidades se aproxime à procura de comida fácil.

O Esquilo tem uma pelagem castanho-avermelhada, no Verão, e mais escura no Inverno. O seu aspeto é inconfundível, com o tufo de pêlos nas orelhas (só de Inverno) e a cauda longa e espessa. A zona ventral é toda branca. Habita em florestas, mas também em parques e jardins de cidades. Em Portugal, extinguiu-se no séc. XVI, provavelmente devido à grande desflorestação ocorrida para a construção das naus dos descobrimentos, e talvez pelas condições agravadas pela mini-glaciação ocorrida naquela época. No séc. XX foi reintroduzido em algumas cidades, mas também recolonizou o nosso país de uma forma natural, vindo de Espanha, encontrando-se sobretudo a norte do Rio Tejo. Alimenta-se de bolotas, pinhões e cascas. Por vezes come aves e ovos. Armazena comida. Não hiberna, mas fica algo inativo com condições atmosféricas adversas.

Comprimento da cabeça e corpo: 18cm-24cm; Cauda: 14cm-20cm; Peso: 250g-350g; Gestação: 36-42 dias, 3 crias, Março/Maio; Taxonomia: Mammalia, Rodentia, Aplodontidae; Estatuto: Pouco Preocupante.


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COELHO-BRAVO (Oryctolagus cuniculus)

Um jovem coelho à entrada da toca, paul do Boquilobo.

O Coelho-bravo, outrora muito comum, tem conhecido um forte declínio em algumas áreas, devido às doenças. O seu importante peso na cadeia alimentar, ao servir de alimento a muitas espécies, nalguns casos em elevadas percentagens, reflete-se na condição e mesmo na sobrevivência dos seus predadores.

Coelho-bravo tem pelagem cinzento-acastanhada, com a zona ventral mais clara, cinzenta. Mais pequeno que a Lebre, distingue-se desta principalmente por não ter a ponta das orelhas preta, (são castanhas) e por estas serem mais curtas (são menores que o comprimento da cabeça). A cauda tem a face superior castanha e a inferior é branca. A parte de trás do pescoço tem uma mancha castanho-avermelhada. Os sexos diferenciam-se por o macho ter bochechas maiores, enquanto a fêmea tem a cabeça mais alongada. Alimenta-se de plantas, ervas, bolbos e cascas. Alimento para muitos outros animais, a população de Coelho-bravo sofre imensas baixas por causa de doenças, pelo que os seus predadores podem correr risco de extinção, como o Lince-ibérico, especializado na captura do coelho, e a Águia-imperial, também esta em via de extinção, como o felino. Estudos provam que o Coelho-bravo serve de alimento a cerca de vinte e sete espécies de aves de rapina, onze de mamíferos carnívoros e duas de répteis, pelo que a sua conservação carece de um elevado grau de prioridade.

Comprimento da cabeça e corpo: 34cm-50 cm; Cauda: 4cm-8cm; Peso: 1.2kg-2.5kg; Gestação: 28-33 dias, 3-12 crias, Janeiro/Dezembro; Taxonomia: Mammalia, Logomorpha, Leporidae; Estatuto: Quase Ameaçado


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