TECELÃO-DE-CABEÇA-PRETA (Ploceus melanocephalus)

Um macho, em plumagem nupcial, junto ao ninho que construiu...

O Tecelão-de-cabeça-preta é uma ave introduzida em Portugal. Foi detetada pela primeira vez em 1996 no estuário do rio Tejo e, logo no ano seguinte, foi confirmada a sua nidificação no Algarve, o que demonstra a sua capacidade de adaptação.

Originário de África, alguns efetivos de Tecelão-de-cabeça-preta terão fugido de cativeiro ou terão sido introduzidos em Portugal deliberadamente. Tem-se expandido a algumas zonas húmidas, onde compete por locais de nidificação com espécies autóctones, pelo que a sua presença não é bem vinda pela maioria dos ornitólogos e amantes da Natureza em geral. Ave colonial, o macho é polígamo, sendo um grande construtor de ninhos esféricos, feitos de plantas entrelaçadas, para atrair o maior número possível de fêmeas. O macho, na época de reprodução, tem a cabeça preta e corpo de um amarelo muito vivo, com asas e dorso esverdeados. No resto do ano é semelhante à fêmea. Esta parece um pardal um pouco mais amarelado e de olho claro.

Comprimento: 13cm-16cm; Nidificação: 2-3 ovos azuis; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Ploceidae; Tipo de ocorrência: Residente; Estatuto: Não Aplicável


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ANDORINHA-DAS-ROCHAS (Ptyonoprogne rupestris)

Alguns exemplares desta espécie, permanecem em Portugal todo o ano, não migrando como é habitual em outras espécies de andorinhas.

A Andorinha-das-rochas é a única andorinha que não anuncia a Primavera: trata-se de uma andorinha que passa todo o ano em Portugal, logo, não chega com o início do bom tempo como as outras andorinhas. Na verdade, só uma parte da população destas pequenas aves permanece todo o ano entre nós, já que uma grande percentagem faz a habitual migração.

Castanha-acinzentada no dorso, a Andorinha-das-rochas é esbranquiçada ventralmente, e vai escurecendo do peito (quase branco) para as infracaudais. A cauda é pouco bifurcada e, vista por baixo, também é escura, mas apresenta várias manchas brancas, enquanto as asas são escuras nas axilas, com as penas de voo claras. Em Portugal surge em zonas rochosas, geralmente perto de água, mas também pode ocorrer em serras e pedreiras abandonadas. É uma ave que aparece mais no Interior do país, especialmente a sul do Tejo. Como todas as andorinhas é uma excelente voadora e caçadora de insetos.

Comprimento: 14cm-15cm; Nidificação: 4-5 ovos brancos com pintas vermelhas, incubados 14 dias ♀; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Hirundinidae; Tipo de ocorrência: Residente; Estatuto: Pouco Preocupante


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ANDORINHA-DOS-BEIRAIS (Delichon urbica)

Andorinhas em Idanha-a-Nova

A Andorinha-dos-beirais é, como o seu nome indica, a ave que nidifica nos beirais das casas, embora outras o façam, esta é a mais comum. Os seus ninhos esféricos, feitos de lama, são bem conhecidos, com apenas uma abertura para a ave entrar e sair.

Vista de cima, a Andorinha-dos-beirais é toda preta (com reflexos azulados) à exceção do uropígio branco. Ventralmente é toda branca. A cauda é ligeiramente bifurcada. Tem as asas longas e pontiagudas, bem desenhadas para o voo. Quando pousam no chão, por exemplo para apanhar a lama para o ninho, têm dificuldades em levantar voo, devido ao comprimento das asas e às diminutas dimensões das suas patas. Forma grandes colónias em povoações ou em penhascos. Antes da migração anual, é comum juntarem-se às dezenas em fios de telefone. Hábil caçadora de insetos, pode voar a grande altura para os capturar. Tal como outras andorinhas, os sexos são semelhantes, não apresentando dimorfismo sexual evidente.

Comprimento: 13cm-15cm; Peso: 20g; Nidificação: 4-5 ovos brancos, incubados 13-19 dias ♀ ♂; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Hirundinidae; Tipo de ocorrência: Estival; Estatuto: Pouco Preocupante


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ALVÉOLA-BRANCA (Motacilla alba)

A alvéola-branca tem muitas subespécies...alguém sabe qual é esta?

A Alvéola-branca é muito provavelmente a mais conhecida das alvéolas da nossa fauna, muito comum junto às linhas de água, mesmo dentro das cidades.

A Alvéola-branca é a típica e comum alvéola de cor preta e branca que corre e caminha abanando a cabeça ao ritmo da passada, para agitando a cauda e levanta voo ondulando ao sabor dos batimentos de asas. Existem várias subespécies com diferentes plumagens, mas todas elas apresentam um claro padrão preto, cinza e branco, com zonas geralmente bem delimitadas. A cauda comprida é preta, com margens brancas. O macho tem a coroa e a nuca pretas, com a divisão para o dorso cinzento bem delimitado, enquanto a fêmea tem esta divisão difusa. No macho, o babete preto é sempre maior do que o da fêmea. O resto da zona ventral é branca. A testa e a face são brancas, sem listras, exceto na raça subpersonata. Barras e orlas das penas brancas nas asas. Nidifica em buracos de muros, por baixo de pedras, em terrenos agrícolas, perto de água, mas também em zonas urbanas. Em Portugal surge em quase todo o país, sendo um pouco menos comum a Sul. Alimenta-se de insetos.

Comprimento: 17cm-18cm; Peso: 23g; Nidificação: 5-6 ovos cinzentos com manchas castanhas, incubados 12-14 dias ♀; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Motacillidae; Tipo de ocorrência: Residente; Estatuto: Pouco Preocupante


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ALVÉOLA-CINZENTA (Motacilla cinerea)

A alvéola no seu típico habitate...

No rio Alcoa, duas crias esperam para ser alimentadas...

A Alvéola-cinzenta é a maior de todas as alvéolas e a mais associada à água, nomeadamente aos cursos de corrente rápida, embora no Inverno possa surgir em zonas de águas mais paradas, como lagoas e albufeiras.

Apresenta o dorso cinzento, de onde virá o seu nome comum. Asas e cauda pretas, sendo esta comprida e com margens brancas. A listra superciliar é branca e o uropígio, parte do peito e as coberturas infracaudais amarelos. O resto da parte ventral é branca. O macho tem, na época de reprodução, uma mancha preta na garganta, que desaparece na muda de Outono, passando a ser cinzenta. A fêmea tem a garganta cinzenta no Verão e clara no Inverno. Como todas as alvéolas tem um voo ondulante, subindo quando bate as asas e descendo quando as fecha. Quando em terra, são boas corredoras e costumam agitar a cauda frequentemente. Costumam aproveitar buracos nas rochas ou nos muros para fazer o ninho. Em Portugal, como nidificante, é especialmente comum a norte do Tejo, estando ausente de muitas áreas do Alentejo e voltando a ser comum no Algarve.

Comprimento: 18cm-20cm; Peso: 20g; Nidificação: 4-6 ovos castanho-claros com manchas acinzentadas, incubados 11-14 dias ♂; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Motacillidae; Tipo de ocorrência: Residente; Estatuto: Pouco Preocupante


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