LONTRA (Lutra lutra)

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Muito difícil de ver, não só porque tem hábitos nocturnos, como por estar quase sempre dentro de água, a Lontra, surpreendentemente pode viver bem perto de nós, mesmo dentro de cidades, desde que tenham um curso de água com disponibilidade alimentar.

A Lontra é um mamífero carnívoro que passa a maior parte do tempo na água, onde captura as suas presas favoritas: peixes, anfíbios e pequenas aves aquáticas. O corpo da lontra está perfeitamente adequado à vida anfíbia: alongado, com uma longa cauda afilada que serve de leme e propulsor (abanando-a de um lado para o outro), o pêlo é impermeável, devido a um óleo segregado por glândulas, as patas têm membranas interdigitais – tudo converge para fazer da Lontra uma excelente nadadora. Por outro lado, essas características tornam-na pouco ágil em terra. A pelagem é toda castanha, com excepção de uma mancha esbranquiçada no queixo que, por vezes, se estende pelo ventre. As orelhas são curtas e possui longas vibrissas, com as quais “sente” a água. É nocturna e solitária, pelo que raramente se vê mais do que uma lontra, com a excepção da época do cio, ou quando as fêmeas andam com crias.

Comprimento cabeça e tronco: 60cm-90 cm; Cauda: 35cm-47 cm; Peso: 6 kg-10 kg; Gestação: 60 dias, 1-5 crias, Janeiro/Dezembro; Taxonomia: Mammalia, Carnivora, Mustelidae; Estatuto: Pouco Preocupante.


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OSGA-COMUM (Tarentola mauritanica)

Ao longo dos tempos, a osga tem sido vítima de crendices infundadas...

Entre as fantásticas capacidades da Osga-comum encontram-se a possibilidade de se libertar da própria cauda, que voltará a crescer, e conseguir subir muros na vertical. Apesar de tais capacidades, e de comer as traças e outros insectos que poderia ser prejudiciais, continua a ser vítima de crenças erradas.

A osga-comum tem o dorso coberto por tubérculos, que lhe dão um ar rugoso. A sua coloração geral é acastanhada-clara, esbranquiçada ou acinzentada, podendo variar conforme o local em que se encontra. O terceiro e quarto dedo possuem unhas bem desenvolvidas. As fêmeas possuem unhas rectráteis no primeiro, segundo e quinto dedos. Predominantemente crepuscular ou nocturna, pode também estar activa de dia. Só nas regiões mais frias da sua distribuição é que se encontra inactiva no Inverno. Muito conhecida pela capacidade de subir superfícies lisas e verticais, especialmente em paredes junto a candeeiros de iluminação pública, onde se alimenta de insectos atraídos pela luz. Pode ainda alimentar-se, embora raramente, de juvenis de lagartixa ou da sua própria espécie. Quando ameaçadas, as osgas têm uma capacidade especial, chamada autotomia, que lhes permite perderem e mais tarde regenerarem a cauda.

As osgas continuam a ser vítimas de crenças erradas, difíceis de explicar. Apesar de se alimentarem de traças e outros insectos, ajudando assim no controle de pragas, só o nome deste pequeno réptil despoleta logo uma série de ódios e medos. Sem grande esforço consigo, lembrar-me de variadíssimos episódios negativos envolvendo reacções primárias dos seres humanos em relação às osgas, mais do que com qualquer outra espécie.

Comprimento cabeça/corpo: 8.5cm; Recém-nascidos: 4cm-4.5cm; Postura: 5-22 ovos Maio/Julho; Taxonomia: Reptilia, Squamata, Gekkonidae; Estatuto: Pouco Preocupante


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