ALVÉOLA-CINZENTA (Motacilla cinerea)

A alvéola no seu típico habitate...

No rio Alcoa, duas crias esperam para ser alimentadas...

A Alvéola-cinzenta é a maior de todas as alvéolas e a mais associada à água, nomeadamente aos cursos de corrente rápida, embora no Inverno possa surgir em zonas de águas mais paradas, como lagoas e albufeiras.

Apresenta o dorso cinzento, de onde virá o seu nome comum. Asas e cauda pretas, sendo esta comprida e com margens brancas. A listra superciliar é branca e o uropígio, parte do peito e as coberturas infracaudais amarelos. O resto da parte ventral é branca. O macho tem, na época de reprodução, uma mancha preta na garganta, que desaparece na muda de Outono, passando a ser cinzenta. A fêmea tem a garganta cinzenta no Verão e clara no Inverno. Como todas as alvéolas tem um voo ondulante, subindo quando bate as asas e descendo quando as fecha. Quando em terra, são boas corredoras e costumam agitar a cauda frequentemente. Costumam aproveitar buracos nas rochas ou nos muros para fazer o ninho. Em Portugal, como nidificante, é especialmente comum a norte do Tejo, estando ausente de muitas áreas do Alentejo e voltando a ser comum no Algarve.

Comprimento: 18cm-20cm; Peso: 20g; Nidificação: 4-6 ovos castanho-claros com manchas acinzentadas, incubados 11-14 dias ♂; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Motacillidae; Tipo de ocorrência: Residente; Estatuto: Pouco Preocupante


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