ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS (Hirundo rustica)

Uma imagem comum nas nossas vilas e aldeias, durante a priamvera e o verão.

A Andorinha-das-chaminés, muito conhecida de todos pelos seus ninhos em forma de taça, feitos de lama e plantas, é uma grande acrobata dos ares. Dominando perfeitamente a técnica de voo, apanha os insectos de que se alimenta em pleno ar, e consegue alimentar os seus filhotes sem pousar. Também costuma voar rente à água, podendo mesmo beber em voo. Costuma dizer-se que as andorinhas anunciam a Primavera, a Andorinha-das-chaminés chega, por vezes mais cedo ainda, em Janeiro, vinda de África, logo, é uma ave migradora.

De asas longas e pontiagudas e cauda bifurcada, também longa e fina, é uma andorinha bem conhecida. Preta com reflexos azulados na parte superior, e esbranquiçada por baixo. Da cabeça ao peito é preta, exceto a garganta e a fronte vermelhas, algo que não se vê bem em voo, parecendo que a cabeça é totalmente preta. Vista por baixo, de asas e cauda abertas, notam-se as penas de voo escuras, bem como a cauda, sendo que esta apresenta alguns pontos brancos.

Ocorre em quase todos os tipos de habitat abaixo dos 1500 metros de altitude, sendo especialmente abundante no Sul. Aparece muito ligada ao homem, sobretudo em termos de nidificação, já que os seus ninhos são, quase sempre, construídos em habitações, quer nas cidades quer no campo, em casas de habitação, celeiros ou pontes, entre outros locais edificados pelo homem. Formam, quase sempre, colónias por vezes algo numerosas. Voltam quase sempre ao ninho do ano anterior. Podem fazer mais de uma postura por ano. As jovens aves, depois de abandonarem a taça onde nasceram, são vistos alinhados em fios ou vegetação a serem alimentados pelos progenitores.

Comprimento: 17cm-22cm; Peso: 20g; Nidificação: 4-5 ovos brancos com pintas vermelhas, incubados 14-16 dias ♀; Taxonomia: Aves, Passeriformes, Hirundinidae; Tipo de ocorrência: Estival; Estatuto: Pouco Preocupante


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