NOITIBÓ-DE-NUCA-VERMELHA (Caprimulgus ruficollis)

O noitibó é um rei da camuflagem.

O Noitibó-de-nuca-vermelha é uma ave noturna, com uma camuflagem fantástica. Confia de tal maneira na sua capacidade de mimetismo, que por vezes, ao caminharmos na sua direção, só o notamos num último momento quando a ave levanta voo quase debaixo dos nossos pés.

Quando se vê um Noitibó de perto notam-se a cauda e as asas compridas. Se for um macho, apresentará manchas brancas nas asas e nos cantos da cauda. Já não tão visível em voo, é uma mancha triangular e branca que ele tem na lateral da garganta e que é ausente na fêmea. Muito malhado, o Noitibó-de-nuca-vermelha apresenta-se em tons terra: castanho, cinzento e amarelo-torrado, que o disfarçam perfeitamente no solo, onde nidifica, com uma mancha avermelhada na nuca, garganta e pescoço. Tem bico e patas pequenas. O seu estranho canto, semelhante a um contínuo e pequeno motor, denuncia-o por vezes. Surge em pinhais, charnecas, terrenos arenosos e pantanosos, durante a Primavera e o Verão, migrando para África nas estações frias. É mais abundante na metade sul do nosso país. Alimenta-se de insetos que captura em voo.

Comprimento: 30cm-34cm; Envergadura: 60cm-65cm; Nidificação: 2 ovos brancos com pintas castanhas, incubados 18 dias ♀ ♂; Taxonomia: Aves, Caprimulgiformes, Caprimulgidae; Tipo de ocorrência: Estival Nidificante; Estatuto: Vulnerável


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FATO GHILLIE (*)

Chapim-real (Parus major), Nazaré

“Com que teleobjetiva é que tirou esta foto?” é uma das perguntas mais frequentes que me têm feito ao longo dos anos. A maioria dos aspirantes a fotógrafos da natureza pensa que são precisas teleobjetivas de longuíssimas distância focal. Quando lhes respondo que a maior lente que tenho é uma 300mm ficam admirados. Claro que também uso conversores e há o fator de conversão da máquina (1,6x). Mas o que mais importa é chegar perto dos animais sem ser notado. Para isso é necessária uma boa camuflagem.

Durante muitos anos usei abrigos, feitos por mim, ou de compra. Mas por vezes, tinha a necessidade de algo mais leve e que não demorasse a montar. Uma boa roupa de camuflagem ajuda. Um fato Ghillie é uma grande ajuda, um passo em frente. Pode encontrá-los, a um preço excelente na Fotocamo (numa loja de caça encontrei o mesmo por mais do dobro do preço!).

A maioria dos camuflados têm como função principal disfarçar a forma humana. O fato Ghillie, cumpre muito bem essa função, fazendo lembrar vegetação densa, mais propriamente musgo, pelo que resultará melhor em habitats com essas características. Composto de 4 peças – Chapéu, casaco, calças e uma tira para a lente – o fato Ghillie tem praticamente tudo o que necessita para se camuflar e aproximar das animais sem ser visto.

As primeiras impressões são muito favoráveis. Ao disfarçar a silhueta humana, a camuflagem proporcionada e o mimetismo com o meio é quase perfeito. Numa curtíssima experiência no campo quase servi de poiso a uma garça-real! Não fora eu estar a trocar de lente e a ave ter notado algo estranho…

Os únicos pontos negativos são o facto de ser muito quente para o Verão e não ser muito apropriado para perseguir animais em zonas de mato, já que os muitos fios do fato agarrarão muitos picos, dificultando a marcha.

Brevemente disponibilizarei aqui algumas fotos obtidas usando o fato. O meu obrigado à Fotocamo e ao Paulo Marques por me ter proporcionado esta magnífica experiência. Sem dúvida, um “must have”!

(*) NOTA: Este post é patrocinado, mas reflete a minha opinião independente, a minha visão sobre os possíveis pontos altos e baixos do produto.


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