GLOSSÁRIO

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Afluente: rio que desagua noutro rio.
Aglifa: cobra que não possui dentes inoculadores de veneno.
Água salobra: mistura de água doce, do rio, e água salgada, do mar, por acção das marés.
Albinismo: é um defeito genético na produção de melanina num organismo, causando uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele, penas ou pêlos do animal.
Alcateia: grupo de lobos, que vivem em conjunto, liderados por uma par dominante, o par alfa.
Alfa: (par) o casal dominante numa alcateia de lobos.
Amniotas: animais cujos embriões estão envolvidos por uma membrana amniótica. As aves, os mamíferos e os répteis são amniotas, o que lhes permitiu deixarem de depender da água para efeitos de reprodução, ao contrário dos anfíbios.
Amplexo: abraço entre macho e fêmea dos anfíbios, durante o acasalamento.
Anel orbital: anel de pele nua, em volta do olho, geralmente de cor contrastante.
Anuro: anfíbio sem cauda (rãs e sapos).
Aquífero: formação rochosa, porosa e permeável, capaz de reter água. Esta água subterrânea designa-se por Lençol de Água.
Artrópode: animal com o corpo revestido por exosqueleto. São aranhas, crustáceos e insetos.
Autóctone: o mesmo que nativo; que é do local onde vive e onde viviam já os seus ascendentes.
Autotomia: capacidade que as osgas e algumas lagartixas têm de perder a cauda, ou parte dela, através de contrações musculares voluntárias, podendo assim escapar a predadores. Depois, a cauda pode regenerar-se, muito embora cresça uma cauda diferente, mais pequena e com um padrão de escamas irregular. Normalmente, ao soltarem a cauda, esta fica a contorcer-se, distraindo o potencial predador. A crença popular atribui estas contrações ao pretenso facto de o coração destes répteis se situar na cauda, o que não é correto.
Ave de rapina: (rapina ou rapace) ave carnívora com patas poderosas e garras fortes, para apanhar e dominar a presa, e bico curvo para as matar e dilacerar. Podem ser noturnas (ativas de noite) ou diurnas (ativas de dia), ambas usam a visão para detetarem as suas presas, mas as primeiras usam principalmente a audição.
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Bípede: que anda sobre duas patas.
Bola de regurgitação: (ou plumada ou egregófito) restos de refeição não digeridos; pelos, penas, partes de insetos, garras e ossos, que as aves regurgitam. Mochos, corujas, águias, falcões, gaivotas, gralhas e garças são algumas das aves que regurgitam.
Brama: época de cio entre os veados (Setembro/Outubro) em que os machos medem forças emitindo roncos profundos (bramidos) ou lutando com as hastes.
Brânquias: estruturas muito irrigadas usadas pelas larvas de anfíbios para respirarem na água.
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Cadeia alimentar: transferência da energia alimentar entre os organismos de uma comunidade. A energia necessária ao funcionamento do ecossistema é fornecida pelo Sol e captada pelos organismos que têm clorofila – as plantas – (chamados produtores, porque produzem o seu próprio alimento, através da fotossíntese); estas são comidas pelos herbívoros (consumidores primários), que vão servir de alimento aos predadores (consumidores secundários). Estes podem servir de alimento aos consumidores terciários, e assim sucessivamente. A energia diminui ao longo da cadeia, pelo que, geralmente, não incluem mais de 6 espécies (ou 6 níveis tróficos). Todos os organismos ao morrerem sofrem a ação dos decompositores, que, ao alimentarem-se dos restos em decomposição, devolvem os nutrientes aos produtores. Se a cadeia for quebrada pode levar a consequências drásticas (p. ex., com a eliminação de predadores de insetos, estes podem tornar-se pragas nocivas). Ao conjunto de cadeias que se entrelaçam chamamos Teia Alimentar.
Camuflagem: (ou Mimetismo) Alguns autores fazem distinção entre ambos os conceitos, atribuindo ao primeiro a capacidade de o animal se confundir com o meio e ao segundo a capacidade de imitar outro animal. Essas características (forma, cor ou movimento) desenvolveram-se por pressão da seleção natural, servindo essencialmente para proteção ou predação.
Carnívoro: animal que se alimenta de carne.
Caudatos: ou urodelos anfíbios com cauda (tritões e salamandras).
Cio: época de maior apetite sexual em certos animais, preparando-os para a fertilidade e consequente reprodução.
Colónia: grupo de animais que vivem em comum (por ex.: formigas, abelhas). Alguns indivíduos podem ter funções especiais que servem o todo. Também se diz das aves que nidificam em grupo, por exemplo, as garças.
Colonial: que vive em colónia.
Comensalismo: é uma associação simbiótica em que uma espécie é beneficiada e a outra não beneficia nem é prejudicada.
Coprófago: animal que come excrementos.
Correntes de ar ascendente: movimento ascendente do ar, aquecido pelo sol. Este fenómeno é aproveitado por algumas aves de grande envergadura, muito pesadas, que, com as suas grandes asas bem abertas, conseguem dar um impulso de subida ao seu corpo quase sem baterem as asas. É por isso que não vemos estas aves levantar voo muito cedo, tendo de esperar que o ar aqueça. Depois levantam voo com alguns batimentos de asas, apanhando “boleia” da corrente ascendente, planando (voando sem bater as asas) em círculos.
Corvídeos: incluem os corvos, as gralhas, as pegas e os gaios. São passeriformes de grandes dimensões, geralmente muito inteligentes. Têm uma capacidade vocal fora do vulgar, sendo grandes imitadores de outras aves, animais, máquinas ou mesmo da voz humana.
Crias: filhotes; animais bebé; animais de mama (mamíferos).
Crustáceos: são artrópode com dois pares de antenas e patas articuladas, e uma carapaça que envolve o seu corpo.
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Delta: tipo de foz caracterizado por ter Água Salobra e influência das marés. Distinguem-se do estuário por não ser constituído por canais.
Densidade populacional: é a concentração de uma população; o número de habitantes (neste caso de animais) que existem numa determinada área.
Dimorfismo sexual: diferenças entre os sexos, que se podem manifestar na forma, cor, padrão, tamanho. Normalmente essas diferenças são usadas para atrair parceiro, ou lutar por ele.
Disco facial: penas pequenas, duras e apertadas, em forma de círculo ou coração, que envolvem os olhos e o bico dos mochos e corujas. Atuam como uma espécie de antena parabólica, captando o som e dirigindo-o para os ouvidos. Estes, em cada lado da cabeça, são descentrados, permitindo assim detetar melhor a proveniência e direção do som. Por outro lado, as aberturas externas dos ouvidos, são particularmente grandes (mas não visíveis), tendo umas pregas de pele bem desenvolvidas, formando uma espécie de orelha rudimentar. Por tudo isto, a audição destas aves é muito desenvolvida (pensa-se que cerca de mil vezes superior ao ouvido humano!). Estas aves têm ainda a capacidade de rodar a cabeça cerca de 135 graus, permitindo direcionar o disco facial e, sobretudo, alargar o seu campo de visão, já que tendo os olhos centrados na frente da cabeça, ficariam limitados se não pudessem rodar a cabeça desta forma.
Eclosão: quando o ovo é aberto de uma forma natural, para a saída do novo ser.
Ecolocalização: processo usado por alguns animais (golfinhos, baleias e morcegos) de emissão de sons de alta frequência, que, ao serem refletidos pelos objetos, são depois captados pelo seu emissor, de forma a que este saiba a localização exata (direção e distância) desses objetos. Assim, através do eco, o animal pode orientar-se mesmo com total ausência de luz.
Egregófito: (Bolas de Regurgitação ou Plumada) restos de refeição não digeridos; pelos, penas, partes de insetos, garras e ossos, que as aves regurgitam. Mochos, corujas, águias, falcões, gaivotas, gralhas e garças são algumas das aves que regurgitam.
Embrião: ser-vivo desde a fecundação até à eclosão ou nascimento. Na maioria dos animais, esse desenvolvimento faz-se num ovo. Nos mamíferos dá-se no útero materno.
Endemismo: o mesmo que indígena; diz-se de uma espécie que é exclusiva de um determinado local.
Endotérmicos: animais que geram o seu próprio calor (através do metabolismo derivado da alimentação), mantendo a temperatura estável. É o caso das aves e dos mamíferos.
Época de reprodução: período em que os animais têm filhos. Nesta época os animais são muito sensíveis a qualquer perturbação.
Espécie: vem do latim species e significa tipo ou qualidade. Lineu (1707-78) utilizou o termo para designar seres muito semelhantes entre si, algo pioneiro mas que continha um problema: qual o grau mínimo dessa semelhança? Em 1942, Ernst Mayr (1904-2005) redefiniu espécie (definição aceite até hoje, mas com limitações) como um conjunto de populações em que os indivíduos têm a capacidade de se reproduzir, em condições naturais, e de produzir descendência fértil, sendo simultaneamente incapazes de se reproduzir com indivíduos de outras espécies. Cada espécie tem um Nome Científico e um Nome Comum.
Espécie invasora: são espécies de plantas ou animais que são introduzidas, quase sempre pelo homem, em locais diferentes dos originais. Na sua nova morada, onde estão livres dos seus predadores naturais, ameaçam e devastam as espécies nativas, daí também lhe chamarem pragas. A Mimosa, o Jacinto-de-água e o Chorão-das-praias são exemplos de plantas invasoras; o Lagostim-vermelho-da-Louisiana e a Gambúsia são exemplos de animais invasores. O caso do lagostim tem sido muito estudado. Foi introduzido em Portugal nos anos 90 do séc. XX. O seu impacto na fauna autóctone foi significativo, dizimando ovos de anfíbios e peixes, por exemplo, no Paul do Boquilobo quase desapareceram todos os anfíbios. No entanto, este crustáceo entrou na alimentação de muitos animais (cegonha, lontra, patos) contribuindo para um incremento das populações dos seus novos predadores.
Estival: ave que permanece num determinado local na época de Primavera e Verão.
Estuário: tipo de foz caracterizado por ter Água Salobra e influência das marés. Distinguem-se do delta por ser constituído por canais.
Exosqueleto: carapaça dura e impermeável, com placas articuláveis, carapaça que cai várias vezes ao longo da vida, para o animal poder crescer.
Exotérmico: animal que não gera o seu próprio calor (através da alimentação), necessitando, portanto, de uma fonte de calor externa, o sol, por exemplo. A maioria dos animais são exotérmicos, como os anfíbios e os répteis.
Extinção: desaparecimento de uma espécie definitiva e irreversivelmente. Pode ser total (planetária) ou local. Pode ocorrer por causas naturais, como os dinossauros extintos por um meteorito, ou por ação do homem, por exemplo o Dodó, uma ave desaparecida no séc. XVIII em virtude da caça.
Fauna: animais de uma determinada região ou período de tempo.
Fecundação: união do espermatozoide (célula sexual masculina) com o óvulo (célula sexual feminina), dando origem a um embrião.
Folha caduca: árvore cuja folha cai, geralmente no Outono. Durante os meses quentes e sem chuva, a árvore perde muita água por evaporação, pelo que, a queda da folha é uma resposta da árvore para não perder mais água. Com o sol da Primavera e a chuva que entretanto caiu, os ramos nus das árvores voltam à sua roupagem de folhas.
Foz: onde um rio desagua, o seu final, que pode ser no mar, num lago ou noutro rio. Há dois grandes tipos de foz: Estuário e Delta, ambos caracterizados por Água Salobra (mistura de água doce, do rio, e água salgada, do mar) e influência das marés e distinguem-se porque o delta é constituído por canais.
Girino: a Larva dos anfíbios, tanto dos anuros, como dos caudatos.
Glândula parótida: protuberância na pele de alguns anfíbios, na região lateral da cabeça, devida à acumulação de células secretoras de substâncias tóxicas.
Granívora: ave que se alimenta de grãos ou sementes, necessitando geralmente de ter um bico forte e grosso para partir as cascas das sementes. Ingerem alimento em grandes quantidades para satisfazer as suas necessidades diárias.
Habitat: refere-se ao lugar onde uma espécie vive. Nesse local essa espécie encontra condições ambientais favoráveis ao seu desenvolvimento, sobrevivência e reprodução. Há espécies que podem viver em mais que um habitat, outras são especializadas, sobrevivendo apenas num habitat específico.
Herbívoro: animal que se alimenta de matéria vegetal. Também são chamados consumidores de primeira ordem (na cadeia alimentar).
Hermafrodita: que tem os dois sexos.
Herpetofauna: grupo de animais que inclui os anfíbios e os répteis.
Hibernação: período de dormência no Inverno em que alguns animais entram em torpor: a sua temperatura baixa e o seu metabolismo diminui. Na Primavera voltam a estar ativos.
Hibernar: ato em que, num determinado período, no Inverno ou meses frios, o animal entra em dormência e/ou torpor: a sua temperatura baixa e o seu metabolismo diminui. Na Primavera voltam a estar ativos.
Híbrido: por vezes, progenitores de espécies diferentes conseguem produzir descendência, mas esta é quase sempre estéril. O homem tem cruzado várias espécies (de plantas ou de animais) para obter organismos com determinadas características, algo que sofreu um grande aumento com o advento da genética.
Identificação das aves em campo: a observação das aves na natureza é um passatempo cada vez com mais adeptos. Porém, a grande variedade de aves, bem como as diferenças morfológicas dentro da mesma espécie (sexo, idade, época) tornam a sua identificação em campo algo difícil. O estudo, o treino, e a prática fazem um bom observador. Algumas características ajudam a eliminar hipóteses: tamanho (comparando com aves conhecidas: “pequeno como um pardal”, “do tamanho de um pombo”), a cor (geral ou um pormenor). Atenção a certas condições de luz, a cor pode ser enganadora), a forma e a silhueta (“asas em bico”, “cauda bifurcada”), marcas particulares (“pés amarelos da Garça-branca”), o voo (“ondulado como o Gaio”, “planando como uma águia”), o canto (muitas vezes não vemos a ave, só a ouvimos), e a plumagem. Algum material pode também ajudar: binóculos, máquina fotográfica, caderno de desenho e um bom guia de identificação. E não esquecer de usar roupa discreta e não incomodar as aves.
Imaturo: que ainda não é adulto ou maturo.
Implantação diferida: fase de suspensão do desenvolvimento dos embriões, que ocorre em alguns mamíferos, devido a um retardamento da implantação do ovo fecundado no útero. O desenvolvimento embrionário é retomado quando as condições forem mais adequadas.
Incubação: ato de chocar o ovo para o manter quente e para que o embrião se desenvolva até à eclosão.
Incubar: ato de chocar o ovo para o manter quente e para que o embrião se desenvolva até à eclosão.
Infracaudais: penas situadas ventralmente na base da cauda.
Insectívoro: que se alimenta de insetos. Hoje aplica-se essencialmente às aves (para alguns autores, também às plantas), mas em anteriores classificações também já foi aplicado aos mamíferos. Por vezes o âmbito do termo insectívoro é alargado, abrangendo outros invertebrados.
Introduzida: espécie, animal ou vegetal que de alguma forma sai do seu habitat natural e deslocado para outro lado, que não o natural. Podem representar um problema.
Invernante: ave que passa o inverno em determinado local, diferente do local onde nidifica e onde passa o resto do ano.
Invertebrados: animais que não pertencem aos vertebrados. A maioria dos invertebrados são pequenos e deslocam-se lentamente ou são mesmo fixos. Geralmente vivem na água.
Juvenil: animal que ainda não é adulto mas também já não é cria.
Leucismo: devido a um gene recessivo, confere a cor branca a animais geralmente escuros. Diferente do albinismo. No caso das aves, manifesta-se pela perda completa de um pigmento particular nas penas, enquanto o resto do corpo (bico, olhos, pele e patas) em a cor normal.
Limícolas: aves que vivem no lodo ou na lama. Quase sempre de pernas e bicos compridos, adaptando-se assim ao meio: as pernas grandes permitem andar no lodo ou na água sem molharem o corpo e o bico comprido adequa-se perfeitamente à sua alimentação, composta maioritariamente por invertebrados que retiram do fundo lodoso das zonas húmidas.
Listra loral: listra entre o olho e a base da mandíbula superior, frequentemente escura ou de qualquer outra forma contrastante e marcada e que pode, por vezes, ajudar na identificação da ave. Se esta listra passar para trás do olho, passa a chamar-se Listra Ocular.
Listra superciliar: listra contrastante (de cor diferente, geralmente mais clara) situada acima do olho, e que se estende da fronte à nuca ou mesmo até ao dorso.
Maré: subida e descida do nível do mar por influência da força gravitacional da lua.
Maturo: adulto, que já completou o seu desenvolvimento.
Melanina: compostos proteicos cuja principal função é a pigmentação e proteção contra a radiação ultravioleta.
Melanismo: concentração elevada de melanina num organismo, levando a que este tenha uma coloração escura. Pode ter uma causa genética ou derivar de facores exógenos (exteriores ao indivíduo), como o aumento anormal da temperatura ambiente durante a gestação, que ativa os genes.
Membranas interdigitais: tecido que une os dedos de alguns animais, (especialmente em anfíbios e aves aquáticas) proporcionando uma melhor aptidão para a natação, funcionando de forma semelhante a pequenas barbatanas.
Mento: parte do corpo da ave, logo abaixo do bico e ainda antes da garganta.
Metamorfose: mudança de forma, alteração nos órgãos e tecidos de alguns animais (anfíbios e insetos, por exemplo), permitindo o seu desenvolvimento e crescimento, até chegarem ao estado adulto.
Migração: mudança sazonal e periódica para um ambiente mais favorável, especialmente para encontrar maior e melhor disponibilidade alimentar, ou locais mais adequados à nidificação ou procriação. É o caso de algumas andorinhas, que passam os meses de Inverno em África. Mas também há animais que vêm cá passar o Inverno, como o Lugre.
Migrador: que muda sazonalmente para um ambiente mais favorável.
Mimetismo: (ou Camuflagem) Alguns autores fazem distinção entre ambos os conceitos, atribuindo ao primeiro a capacidade de o animal se confundir com o meio e ao segundo a capacidade de imitar outro animal. Essas características (forma, cor ou movimento) desenvolveram-se por pressão da seleção natural, servindo essencialmente para proteção ou predação.
Molusco: animal de corpo mole, quase sempre protegido por uma concha dura. A maioria vive na água. Pertencem aos invertebrados. Muitos são hermafroditas.
Monogâmico: que tem apenas um parceiro sexual, com vista à reprodução.
Montante: parte de um rio, desde determinado ponto referencial até à nascente, tal como Jusante é o lado da foz até um ponto referencial.
Muda: processo em que as penas velhas são substituídas por novas, (pode demorar cerca de 6 a 8 semanas, dependendo das espécies). As penas não crescem continuamente como as unhas ou o cabelo. Quando atingem o seu crescimento máximo (e devido ao desgaste provocado pelo atrito, ou porque a ave precisa de uma roupagem nova, p. ex. na época de corte), têm de ser substituídas, normalmente de ano a ano, mas por vezes, mais de uma muda anual. Esse processo consome muita energia, pelo que ocorre quase sempre entre outras duas fases de grande desgaste: a nidificação e a migração.
Mutualismo: associação simbiótica entre duas espécies em que as duas beneficiam, mas nem sempre é necessária, isto é, podem viver uma sem a outra, mas frequentemente é obrigatória para ambas as espécies.
Nascente: local onde a água de um aquífero emerge naturalmente à superfície para um curso de água ou lago. A nascente mais a montante é o início de um rio.
Necrófago: animal que se alimenta de carne em decomposição de animais já mortos, tendo assim um papel importante no controle da propagação de doenças. Alguns autores consideram que necrófago (ou detritívoro) é um animal que se alimenta de detritos orgânicos em decomposição, mesmo que seja de plantas.
Nidícola: ave que ao nascer permanece no ninho, sendo geralmente indefesa.
Nidificação: construir ninho, mais comum nas aves, para colocarem e incubarem os seus ovos e, depois da eclosão (mas nem sempre: ver nidífugas, para protegerem as suas crias.
Nidífuga: é a ave que abandona o ninho logo a seguir ao nascimento; está já bem desenvolvida para poder escapar a possíveis predadores, porque muitas vezes o ninho é construído no chão.
Ninho: estrutura que pode ser feita de diversos materiais, ou apenas o aproveitamento de algo já existente, como uma cavidade natural, para receber os recém-nascidos.
Nome científico: escrito em latim, é único e adotado internacionalmente, constituído por duas palavras, a primeira, em maiúsculas, designa o género, e a segunda, em minúsculas, designa a espécie.
Nome comum: nome por que é conhecida uma determinada espécie. Pode variar conforme as regiões, as línguas e os países.
Omnívoro: que se alimenta de quase tudo, tanto de carne como de plantas. Normalmente são predadores, mas têm o aparelho digestivo adaptado para também comerem vegetais.
Opistoglífa: cobra com os dentes inoculadores de veneno situados na parte de trás da mandíbula, não sendo, por isso, perigosa para o homem.
Ornitófago: que se alimenta de aves.
Ornitologia: estudo científico sobre as aves.
Ovíparo: animal cujo embrião se desenvolve num ovo, fora do corpo da mãe. Todas as aves e muitos répteis, invertebrados e peixes são ovíparos.
Ovovivíparo: animal cujo embrião se desenvolve à custa de nutrientes de um ovo, mas este ovo fica alojado dentro do corpo da mãe. Os ovos eclodem no oviduto materno. Alguns peixes, répteis e invertebrados são ovovivíparos.
Parasita: animal que vive à custa (alimenta-se) de outro (p. ex., a carraça) e o prejudica, (o hospedeiro, p. ex., o cão).
Passeriforme: grupo de aves, bastante diversificado e numeroso (mais de metade das aves) geralmente de pequenas dimensões (mas o maior de todos é o corvo). Habitualmente bons cantores (aves canoras), alimentam-se de sementes, frutas, bagas ou pequenos invertebrados (por vezes, de tudo um pouco). Apresentam patas de 4 dedos, todos ao mesmo nível, 3 para a frente e um para trás, sem membranas interdigitais. As asas têm 9 a 10 rémiges e a cauda 12 rectrizes. As crias nascem indefesas e requerem cuidados parentais.
Penas de cobertura: penas macias que revestem o corpo. Dão cor e aerodinamismo à ave.
Penas de voo: são as penas da parte de trás da asa, quando aberta, também chamadas rémiges, dividem-se em primárias, secundárias e terciárias. O seu número é variável, dependendo da espécie. Fixam-se aos ossos da asa e são rígidas.
Peneirar: referindo-se às aves, peneirar quer dizer sustentar-se no ar, suster-se. Algumas aves têm essa capacidade: mantêm-se no ar, parecendo suspensas por um fio – geralmente, aproveitam o vento frontal e, com pequenos ajustes da cauda e das asas, permanecem quase exatamente no mesmo local.
Placa pós-ocular: escama que se encontram encostadas à parte posterior do olho, e que podem ser úteis na identificação de alguns répteis.
Plumada: (ou Bola de Regurgitação ou Egregófitos) restos de refeição não digeridos; pelos, penas, partes de insetos, garras e ossos, que as aves regurgitam. Mochos, corujas, águias, falcões, gaivotas, gralhas e garças são algumas das aves que regurgitam.
Plumagem: conjunto de penas que cobre o corpo da ave. Serve para o voo, isolamento térmico e impermeabilização; pode variar na cor, padrão e disposição, conforme a espécie, o sexo, a idade, e a época do ano (ver muda). A plumagem pode ter funções de camuflagem ou atração sexual, especialmente nos casos de dimorfismo sexual. Assim, a plumagem é muito importante para distinguir as espécies e as suas características principais.
Plumagem de eclipse: quando os machos mudam para uma plumagem semelhante às fêmeas.
Plumagem nupcial: geralmente mais colorida, ocorre no período de acasalamento. Quase sempre mais evidente no macho.
Plúmula: penas que ficam por baixo das tetrizes, servem de isolamento térmico à ave.
Polígamo: que tem mais do que um parceiro sexual. Diz-se de um macho que tem várias fêmeas.
Predador: animal que caça outro para se alimentar.
Presa: pode significar: a) animal que é caçado para servir de alimento; b) dente canino; ou c) garra de ave de rapina.
Rapace: ave carnívora com patas poderosas e garras fortes, para apanhar e dominar a presa, e bico curvo para as matar e dilacerar. Podem ser noturnas (ativas de noite) ou diurnas (ativas de dia), ambas usam a visão para detetarem as suas presas, mas as primeiras usam principalmente a audição.
Rapina: ave carnívora com patas poderosas e garras fortes, para apanhar e dominar a presa, e bico curvo para as matar e dilacerar. Podem ser noturnas (ativas de noite) ou diurnas (ativas de dia), ambas usam a visão para detetarem as suas presas, mas as primeiras usam principalmente a audição.
Retriz: cada uma das penas da cauda que, no seu conjunto, servem de leme à ave. São quase sempre simétricas.
Rémige: as penas mais compridas e rígidas da asa (penas de voo). Geralmente são assimétricas e de forma irregular.
Reprodução: função que permite aos seres vivos produzirem descendência. Pode ser assexuada, isto é, ter apenas um progenitor (um só pai ou uma só mãe).
Residente: animal que reside todo o ano no mesmo local.
Ruderal: vegetação ou plantas que crescem em zonas criadas pelo homem (carreiros, entulhos).
Rupícola: seres (plantas ou animais) que vivem ou frequentam as rochas.
Seleção natural: processo da evolução proposto por Charles Darwin (1809-82) em que os indivíduos menos aptos são mais eliminados e passam menos descendência, enquanto os mais adaptados ao meio têm mais hipóteses de sobrevivência e de passar os seus genes às gerações futuras. Numa determinada espécie, ao longo de muitas gerações “apuradas” pela seleção natural, vai-se dando uma mudança lenta e gradual, chamada evolução. Os registos fósseis comprovam a teoria de Darwin, bem como recentes descobertas em genética: mutações nos genes podem provocar variações em indivíduos que os tornam ou mais ou menos aptos e essas características podem ser transmitidas à geração seguinte.
Siar: quando uma ave fecha as asas, colando-as ao corpo de modo a ter uma forma mais aerodinâmica, e assim descer mais rapidamente.
Simbiose: termo que, geralmente, se refere a qualquer tipo de associação entre espécies diferentes. Porém, por vezes, refere-se apenas àquelas em que ambas as espécies beneficiam.
Simpatria: diz-se quando ocorrem duas ou mais espécies na mesma região geográfica.
Subespécie: (ou Raça): divisão que pode ocorrer quando duas ou mais populações da mesma espécie se separam geograficamente, sem que ocorram trocas genéticas entre elas, durante um longo período de tempo, surgindo, entretanto, mutações que se expressam em diferenças morfológicas entre as diversas populações. Se ocorrer cruzamentos entre indivíduos de diferentes raças, os descendentes são férteis e apresentam traços mestiços. Normalmente, ssp. é a abreviatura de subespécie, e ao nome científico acrescenta-se o nome da raça também em latim.
Super-predador: predador que caça e se alimenta de outros predadores. Normalmente está no topo da cadeia alimentar.
Supra-caudais: penas situadas dorsalmente na base da cauda.
Território: área delimitada na pose de um animal (ou grupo de animais), podendo aí viver, caçar ou reproduzir-se, é defendido de possíveis concorrentes. Geralmente, o dono de um território marca-o de diversas formas (marcas olfativas, visuais, através do canto, etc.).
Tetrápode: animal com quatro membros, vulgarmente designados de animais de quatro patas. As cobras, apesar de não o parecerem são tetrápodes: os seus membros sofreram uma regressão (nem todas, porque existem cobras de pernas), mas todas descendem de um ancestral de quatro membros.
Tetrizes: (Penas de Cobertura) penas macias que revestem o corpo. Dão cor e aerodinamismo à ave.
Topografia dos Animais: as diferentes partes do corpo de um animal são identificadas por diversos termos técnicos, algo que nos ajudará a identificar, não só essas zonas do corpo do animal, mas o próprio animal em si, separando-o de outras espécies e, dentro da mesma espécie, se é macho ou fêmea, juvenil, cria ou adulto (caso existam essas diferenças). Por vezes, porém, determinada característica de um animal envolve mais do que uma parte do seu corpo, ou então, essa característica faz lembrar algo, pelo que se usam outros termos, de forma a tentar abarcar o conjunto a que se referem, por vezes humanizando ou coisificando essas características, de forma a torná-las mais facilmente identificadoras da parte ou do todo. Assim, termos como axilas, babete, bigodes, calções, dedos, mascarilha, ombros, orelhas, sobrancelha, sovaco, suspensórios, entre outros, são empregues de forma a auxiliar na tarefa de identificar mais facilmente um animal.
Urodelos: anfíbios com cauda (tritões e salamandras), também chamados Caudatos.
Uropígio: zona da parte superior da ave, entre o dorso e a cauda, muitas vezes com uma cor ou padrão contrastante e identificativo.
Vertebrados: animais com crânio e coluna vertebral: anfíbios, aves, mamíferos, peixes e répteis.
Vibrissas: são os bigodes de alguns animais. Pelos compridos e rígidos dos mamíferos, que servem como órgãos sensoriais. Na base de cada pelo existem estruturas nervosas que transmitem ao cérebro as informações (de temperatura, vibrações, etc.) captadas pelas vibrissas.
Vivípara: espécie cujo embrião se desenvolve numa placenta (dentro do corpo da mãe) que lhe fornece nutrientes necessários. A maioria dos mamíferos, alguns répteis e peixes são vivíparos.

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