LAGARTO-DE-ÁGUA (Lacerta schreiberi)

Fotografado em condições controladas.

Os lagartos não gostam só de estar ao sol: o Lagarto-de-água adora água, estando sempre na sua proximidade. Se juntarmos estas características o seu grande colorido, parece que estamos perante um ser de outras paragens mais exóticas.

O Lagarto-de-água tem um padrão dorsal de cor variável, entre o esverdeado amarelado, com pintas pretas e zonas acastanhadas também marcadas a preto. O ventre é amarelado e pode ou não ter pintas, com a garganta esbranquiçada. A cauda é longa (maior nas fêmeas), podendo medir duas vezes o tamanho do corpo. Tem um acentuado dimorfismo sexual: os machos têm o corpo menor que as fêmeas, mas têm a cabeça maior e mais robusta. com a garganta azul na época de reprodução , podendo o azul estender-se por toda a cabeça. Está ativo de Fevereiro a Outubro. Alimenta-se de escaravelhos, gafanhotos, moscas e mosquitos, mas também pode comer frutos silvestres. Tem a capacidade da autotomia. Entre os seus predadores contam-se ginetas, lontras, águias e cegonhas. Ocorre sempre perto de água, em locais com vegetação. Trata-se de um endemismo ibérico.

Comprimento cabeça/corpo: 12.5cm; Recém-nascidos: 3.2cm-3.4cm; Postura: 6-17 ovos Maio/Julho; Taxonomia: Reptilia, Squamata, Lacertidae; Estatuto: Pouco Preocupante


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OSGA-COMUM (Tarentola mauritanica)

Ao longo dos tempos, a osga tem sido vítima de crendices infundadas...

Entre as fantásticas capacidades da Osga-comum encontram-se a possibilidade de se libertar da própria cauda, que voltará a crescer, e conseguir subir muros na vertical. Apesar de tais capacidades, e de comer as traças e outros insectos que poderia ser prejudiciais, continua a ser vítima de crenças erradas.

A osga-comum tem o dorso coberto por tubérculos, que lhe dão um ar rugoso. A sua coloração geral é acastanhada-clara, esbranquiçada ou acinzentada, podendo variar conforme o local em que se encontra. O terceiro e quarto dedo possuem unhas bem desenvolvidas. As fêmeas possuem unhas rectráteis no primeiro, segundo e quinto dedos. Predominantemente crepuscular ou nocturna, pode também estar activa de dia. Só nas regiões mais frias da sua distribuição é que se encontra inactiva no Inverno. Muito conhecida pela capacidade de subir superfícies lisas e verticais, especialmente em paredes junto a candeeiros de iluminação pública, onde se alimenta de insectos atraídos pela luz. Pode ainda alimentar-se, embora raramente, de juvenis de lagartixa ou da sua própria espécie. Quando ameaçadas, as osgas têm uma capacidade especial, chamada autotomia, que lhes permite perderem e mais tarde regenerarem a cauda.

As osgas continuam a ser vítimas de crenças erradas, difíceis de explicar. Apesar de se alimentarem de traças e outros insectos, ajudando assim no controle de pragas, só o nome deste pequeno réptil despoleta logo uma série de ódios e medos. Sem grande esforço consigo, lembrar-me de variadíssimos episódios negativos envolvendo reacções primárias dos seres humanos em relação às osgas, mais do que com qualquer outra espécie.

Comprimento cabeça/corpo: 8.5cm; Recém-nascidos: 4cm-4.5cm; Postura: 5-22 ovos Maio/Julho; Taxonomia: Reptilia, Squamata, Gekkonidae; Estatuto: Pouco Preocupante


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SARDÃO (Lacerta lepida)

O maior lagarto da nossa fauna pode atingir um metro de comprimento.

O Sardão é o maior lagarto da nossa hepertofauna. A cauda pode ter o dobro do tamanho do corpo. De aspeto geral verde, salientam-se as manchas azuis nos flancos. A cabeça é grande e robusta, sendo maior no macho. As mandíbulas são fortes.

Activo de Março a Outubro, o Sardão hiberna de seguida. Os machos são territoriais na Primavera, lutando violentamente pela fêmea. Esta também sofre com as investidas do vencedor, sendo muitas vezes mordida pelo macho, ao ponto de ficar sem cauda.

Nas horas mais quentes de Verão os sardões permanecem à sombra, normalmente em cavidades naturais ou aproveitando a de outros animais. O Sardão alimenta-se sobretudo de invertebrados (aranhas, borboletas, gafanhotos, etc) mas também de vegetais, frutos e ovos, podendo trepar às árvores com facilidade. Pode também capturar lagartixas e pequenos mamíferos. Por outro lado é presa de aves de rapina, garças, cegonhas, cobras e mamíferos, sendo também vítima dos seres humanos que os perseguem, ou involuntariamente, quando os esmagam com os carros – estes lagartos têm o hábito de se expor ao sol no alcatrão quente. Em Portugal esta espécie não corre perigo de extinção.

Quando ameaçado, costuma adotar uma posição defensiva com a cabeça erguida e a boca muito aberta, sibilando. Pode encontrar-se em todo o país. Normalmente evita os locais sombrios e húmidos.

Comprimento cabeça/corpo: 15cm-26cm; Recém-nascidos: 4cm-4.5cm; Postura: 5-22 ovos Maio/Julho; Taxonomia: Reptilia, Squamata, Lacertidae; Estatuto: Pouco Preocupante


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